quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Deus criou o mundo mas Ronaldinho Gaucho criou o espaço.

Em um jogo de Brasil versus venezuela, Ronaldinho Gaucho, fez sua estréia na Seleção Brasileira de Futebol. Naquela partida realizou uma das jogadas memoráveis, guardada para sempre nas lembranças dos amantes do futebol. O garoto entrou na partida, se posicionou pela direita e aguardou que a bola chegasse aos seus pés, então tudo aconteceu magicamente. Na parte mais congestionada de defensores, levantou a bola dando um lençol no primeiro marcador, com um toque de habilidade, deixou outros dois para trás, com a parte de fora ageitou a bola para enfim estufar as redes do gol adversário. Sim o espaço estava criado, tudo sob o olhar admirado dos telespectadores. Durante a jogada o tempo ficou suspenso, parado, no decorrer da criação do artista, tudo ficou em transe. Ao fundo apenas a voz do locutor que tentava traduzir em palavras a beleza do momento: - Olha o que ele fez! Olha o que ele fez! Olha o que ele fez! O menino agora corria girando e dando saltos, apenas dezessete anos e não se cabia de felicidade dentro da camisa amarelinha. Naquele instante o sorriso brotava no rosto de milhões de brasileiros, que compartilhavam da molecagem aprontada pelo artista. O filósofo se perguntou, então: - O que será que tem o futebol que o diferencia dos demais esportes? Seja qual for a resposta, passará sem dúvida pela capacidade de fazer com os pés o que os outros esportes fazem com as mãos ou qualquer outro membro do corpo. E que se coloque em destaque, realizar arte com os pés isso é extraordinário. Se Newton, o gênio da Física, fosse nosso contemporâneo e presenciasse o momento de criação, talvez não tirasse da queda de uma maçã os elementos de sua famosa teoria(força, massa vezes aceleração), como conta a lenda, mas se inspiraria naquela jogada. Provavelmente largaria seu modo sisudo e introspectivo de inglês para também comemorar, sorrir e se admirar da plasticidade da jogada. Talvez por um momento deixaria os princípios da ciência de lado para deixar aflorar o seu lado poeta dizendo: "Deus criou o mundo, mas o espaço quem criou foi Ronaldinho Gaucho".

Ivalcy Thomaz - Professor e Mestre em educação. Atleta de futebol aos finais de semana.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Um julgamento preconceituoso.

Em um galinheiro foram colocados galinhas e patos. As galinhas sempre foram dadas ao fuxico com base em interpretações errôneas e os patos aberto e gracejadores nunca se preocuparam em manter as aparências. Pois bem, após jogar milho no galinheiro as galinhas anteciparam e comeram deixando o resto para os patos, enquanto estes estavam comendo, foram até uma bacia com água e beberam da água e se puseram a observar os patos. Estes após a ceia foram ao bebedouro tomaram da água e depois se puseram a refrescarem-se mergulhando no líquido. Então, as galinhas comentavam.
- Como pode, esses mal educados, sem higiene algum banhando no mesmo lugar em que tomam água. E o alarido aumentava.
O dono do galinheiro chegou e se pôs a observar tudo. As galinhas então foram fazer denúncias.
O homem respondeu, mas vocês não sabem que é próprio dos patos agirem assim. E as galinhas se puseram a questionar a ação do dono do galinheiro. Então, o Homem disse está na hora deu trocar o plantel de galinhas e todas foram sacrificadas.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

O quadro

Certa vez um homem ganhou um quadro de um excelente pintor, entretanto no mesmo havia um pingo. Ele o levou para casa e o pendurou em sua parede e todos que o iam visitar comentavam sobre a beleza da obra, mas ele logo chamava a atenção sobre o pingo. E se lastimava porque tinha ganhado um obra que tinha um pingo. As pessoas tentavam convencê-lo de que estava dando muita importância para algo que no contexto até contribuía com a beleza do quadro. Alguém então fez uma proposta irrisória pela compra do quadro e ele resolveu vender. Alguns anos se passaram e o pintor veio a falecer e suas obras passaram a valer uma fortuna. O homem que comprara o quadro vendeu o quadro para um museu e ficou muito rico por causa disto. Então o homem que havia ganhado o quadro em uma visita ao museu viu lá na galeria principal o seu ex-quadro, justamente a obra mais preciosa, sobretudo por causa do pingo intrigante.

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